Taiadablog

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Molusco Ltda !!!

O molusco registrou na Junta Comercial de São Paulo a sua empresa prestadora de serviços, cuja razão social são as iniciais de seu nome, LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda.

O sócio é Paulo Okamoto, o amigo, amigo mesmo no duro, aquele que pagou do bolso a dívida de 29 mil reais que o então presidente tinha com o PT.

A sede da empresa é o super-apartamento do molusco em São Bernardo do Campo e o capital social é 100 mil reais.
Com o molusco doutor, agora só falta o sertão virar mar, né ?

Doutas convicções !!!


domingo, 3 de abril de 2011

Deslizamentos em Nova Friburgo,RJ em Janeiro 2011 !!!


Vejam só o estrago nesta simulação feita pelo INPE em parceria com o Google!
As autoridades, principalmente as estaduais, esqueceram, por completo a tragédia que se abateu sobre a população daquela região!

Quando uma profissão só não basta !!!


  Em 1985, quando entrei para a aviação comercial, quase a totalidade dos pilotos da Varig eram apenas pilotos, até porque, muitos iniciaram cedo na profissão, antes mesmo de ter idade suficiente para concluir um curso superior. Uma excelente carreira que oferecia bons salários, promoções ao longo dos anos, estabilidade no emprego e uma ótima aposentadoria. No grupo de pilotos, era raro encontrar alguém que tivesse outra profissão além de aviador. Havia alguns comandantes que eram também advogados e outros poucos que possuíam algum tipo de comércio, mas a maioria vivia apenas de pilotar aviões e estar empregado na Varig (ou qualquer outra grande empresa) parecia bastar.
  Na minha turma de Evaer (Escola Varig de Aviação, que frequentávamos por certo período antes de voar uma das aeronaves da empresa), havia um colega dentista. Ele fechou o consultório e informou aos pacientes que estava encerrando as atividades para seguir carreira na Varig. Outro colega de turma era engenheiro, tendo inclusive trabalhado nas obras do “futuro” aeroporto de Guarulhos.
Com o passar dos anos este quadro sofreu mudanças. Muitos pilotos (e comissários também) passaram a fazer faculdade ou abrir pequenos negócios. Direito parecia ser a opção preferida, e quanto aos pequenos negócios, restaurantes, cafeterias e outros serviços estavam nos planos dos aeronautas. Alguns prosperaram nestas atividades paralelas, outros não.
    No começo da década de 90, surgiu em Porto Alegre o primeiro curso superior na área da aviação civil. Um convênio foi firmado entre a Varig e a PUC-RS, e assim, após ter formado quase a totalidade dos pilotos da Varig, a Evaer encerrou suas atividades. Nos anos seguintes os novos pilotos contratados pela Varig já eram formados em Ciências Aeronáuticas. Outras faculdades, além da PUC, criaram cursos similares na área da aviação civil, atraindo, inclusive, pilotos que já trabalhavam há anos nas empresas aéreas.
 Movidos por uma preocupação com o futuro, já que a crise na Varig (e também na Transbrasil e Vasp) se intensificava ano após ano, ou talvez por um desejo pessoal, cada vez mais aeronautas partiram em busca de uma segunda profissão. Muitos tripulantes se tornaram também advogados, arquitetos, psicólogos, fonoaudiólogos entre outras profissões. Mas a verdade é que são poucos os que conseguiram exercer estas atividades simultaneamente com a aviação. Um destes colegas, que já era formado em Ciências Aeronáuticas, conseguiu voar no quadro fixo da Ponte Aérea e após quatro anos se formou em Direito. Após passar nos exames da OAB e exercer a profissão junto com colegas da faculdade, ele se matriculou num curso superior de Gastronomia. Formou-se e continuou voando na Varig. Com o fim da “velha” Varig, ele se sentiu tranquilo, intensificando suas atividades de advogado. Mas ele sentiu falta da profissão de piloto, ao mesmo tempo em que foi se desencantando com o Direito. Após mais de um ano fora do mercado da aviação, foi contratado para voar de copiloto na Gol. Menos de um ano depois, foi voar em outra empresa, na Azul, onde em poucos meses foi promovido à função de comandante. Hoje ele exerce o cargo de instrutor, está feliz e nem sonha em voltar à atividade de advogado. Quanto à atividade de “chef de cuisine”, até onde eu sei, meu colega Muraca deixou de lado.
   Outro caso interessante é de um colega que depois dos 40 anos se formou em Direito. Até aí tudo bem, ser advogado parece ser a opção mais lógica para os pilotos, acontece que já depois dos 50 anos de idade ele cursou medicina veterinária! Está cheio de idéias para o futuro e enquanto pilota Boeing pelo Brasil afora, o Cmt. Barbosa Gomes faz planos para abrir um negócio no ramo veterinário.
   Há também o Cmt. Carlos Batista, que há anos exerce a atividade de psicólogo. Além de prestar serviços na área de recrutamento de pilotos, ele atende seus pacientes em consultório, sendo que neste caso, assim que recebe sua escala mensal de voos, ele abre a agenda para os pacientes.
Hoje em dia a aviação está repleta destes casos em que tripulantes que possuem outras atividades. Eu sou só piloto e muitas vezes acho que está faltando tempo no meu dia a dia para atividades de lazer ou para ficar tranquilo com minha mulher e filhos! Assim, admiro muito estes colegas que conseguem abrir mão do convívio familiar, se envolvendo em estudos e outras atividades além de sua profissão.
Duas fotos do Concorde que eu tirei de um livro ilustrado sobre a história dele. Na foto em que ele está estacionado no aeroporto de Los Angeles, aparece um outro avião. Adivinha de que empresa?
 
Comandante Beto Carvalho
É aviador e piloto dos grandes jatos

A revolução de primeiro de abril !!! Parte Final

O Rio amanheceu cantando, dia 2 de abril. Não adianta tapar o sol  com  a peneira, nem esquecer, muito menos agredir a História. A classe média apoiou o golpe de 1964, engendrado pelas elites e, fora as exceções de sempre,  ignorado pelas massas. A Igreja, na época, muito contribuiu para produzir aquele sentimento. Os meios de comunicação, também.

É claro que durou pouco a ilusão.  A primeira defecção veio do  “Correio da Manhã”, que nos  dias 31 e 1 publicou  editoriais rompendo com o presidente João Goulart e até pregando sua deposição: “BASTA!” e “FORA!”.   Quinze dias depois, o bravo matutino já denunciava desmandos e acabou sufocado pelos  próprios.

Mas é bom ater-nos aos fatos. Já em Brasília na tarde do  primeiro dia de abril, o presidente da República recebeu do Comandante Militar do Planalto, general Nicolau Fico, a informação de estar rebelada quase toda a guarnição local. Não havia garantias para sua permanência. Na Base Aérea, um Coronado da Varig aguardava para conduzi-lo a Porto Alegre, onde imaginava resistir, tendo dias antes  mandado para  lá   um general legalista, Ladário Pereira Teles. Apesar de três estrelas, faltando-lhe a quarta, ele assumiu interinamente o comando do III  Exército.

O problema é que na Capital Federal,  oficiais da Aeronáutica  sabotaram o moderno avião da Varig, obrigando Jango a aguardar horas pelo conserto e, afinal, viajando num Avro, de performance mais lenta. Só iria aterrissar alta madrugada do dia 2.

Enquanto isso, no Congresso, a confusão era geral, ainda que as notícias do sucesso da rebelião continuassem chegando. Ou melhor, as notícias da falta de resistência por forças governistas, sindicais ou populares.

O avião presidencial voava, na noite de 1 para 2 de abril, quando o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, convoca sessão conjunta de deputados e senadores e surpreende a todos informando  estar João Goulart fora da sede da República, “em lugar incerto e não sabido” e concluindo: “neste momento, declaro vaga a presidência da República!”.  Foi um tumulto.

Primeiro porque o líder do governo na Câmara,  Tancredo Neves, esclareceu estar o presidente viajando para o Sul. Depois, porque a Constituição não previa esse tipo de vacância.  Ao mesmo tempo, no palácio do Planalto, Darcy Ribeiro, chefe da Casa Civil, e Waldir Pires,  Consultor Geral da República, redigiam nota confirmando estar Jango na plenitude de seus poderes. Um detalhe, porém, dava o tom da crise: já não havia um só datilógrafo para copiar o comunicado. Darcy mesmo catou milho numa Remington...

As bancadas do PTB, do Partido Socialista e afins resistiam, até aos palavrões, mas Auro imediatamente convoca os presentes a comparecerem à sede do Executivo para assistirem à posse do substituto legal, o presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli. Quando chegam ao Planalto,  no começo da madrugada, tropas rebeladas já compunham a guarnição. Foram improvisados dois ministros do Supremo Tribunal Federal, para assistir a cerimônia, mas faltava um general. Nicolau Fico mesmo serviu.

No Rio, naquela tarde, o general Costa e Silva, como o mais antigo, assumiu o gabinete de ministro da Guerra, tendo entre mil contactos com os quatro Exércitos, telefonado também para a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende. “Dê as ordens, chefe”, respondeu do outro lado da linha o general comandante  do estabelecimento, Garrastazu Médici.

Costa e Silva alertava para o risco de tropas da Vila Militar, legalistas,  irromperem pela Via Dutra, conforme havia ordenado o general Moraes Ancora. Médici dispôs  os cadetes, armados de fuzis e metralhadoras, às margens da rodovia, mas, por via das dúvidas, em duas trincheiras: uma voltada para o Rio, outra para São Paulo, no  caso de não serem verdadeiras as informações sobre a adesão do general Kruel.

Ficou acertado  que na própria Academia das Agulhas Negras se reuniriam os revoltosos, agora com Kruel já chegando de São Paulo,  e Moraes Ancora, vindo do Rio  com a disposição de render-se e aceitar o fato consumado.

Naquela mesma  hora as tropas do general Mourão Filho entravam no Rio,  sem encontrar a menor resistência. Erro crasso ele cometerá, penitenciando-se depois ao chamar-se de “vaca fardada”:    em vez de prosseguir e tomar o ministério da Guerra, como chefe virtual da  revolução e ainda em meio à confusão, preferiu estacionar seus soldados  no estádio do Maracanã... Perdeu a vez,  porque Costa e Silva já enquadrava os generais, inclusive Castelo Branco, assumindo o poder maior no Exército. Um golpe branco em meio à  perplexidade geral, demonstrando  como vale a ousadia, nas horas de crise.

Eram  quatro da madrugada do dia 2 de abril quando o avião levando João Goulart desce em Porto Alegre. Desde a meia noite no aeroporto, o general Ladário Pereira Teles e o deputado Leonel Brizola dormitavam em bancos de madeira  da base aérea.

Receberam o presidente, foram para a sede do comando do III Exército e lá, pela manhã, examinaram a situação, convocando os generais que serviam na capital gaúcha. Muitos demonstravam já estar apoiando o golpe, outros mantinham-se cautelosos, mas todos reconheciam que as unidades do interior, comandadas pelos generais Pedro Poppe de Figueiredo e Adalberto Pereira dos Santos já cercavam Porto Alegre.

Dava para resistir algum tempo,  porque   ainda existiam tropas fiéis  e Jango   poderia, junto com Brizola,  mobilizar a população. Ia correr muito sangue. O presidente decide-se pelo exílio no Uruguai. Tudo desmorona como um castelo de cartas. As informações são de que unidades antes aquarteladas na capital gaúcha ganhavam  as ruas, rebeladas.

O general Ladário dirige-se a João Goulart dizendo que poderia garantir  sua segurança ainda por duas horas, até o aeroporto,  onde um pequeno avião o conduziria ao país vizinho. Jango concorda,  havia há dias mandado esposa e filhos para Barcelona,  na Espanha.  Ladário volta-se para Brizola: “o deputado gostaria que também  o conduzíssemos à Base Aérea?”

Resposta: “eu não me chamo João Goulart”. Depois de ficar escondido na casa de amigos e de tentar inutilmente organizar a resistência, lembrando-se da campanha da legalidade de 1961, Brizola também voará para o exílio, valendo-se de um teco-teco que o recolhe numa praia do  litoral,   disfarçado com a farda de  soldado da Brigada Gaúcha.    

João Goulart, antes de chegar ao Uruguai, faz com que o pequeno avião aterrizasse na sua fazenda em São Borja, onde ficou por um dia, imaginando que os militares repetiriam com ele o episódio verificado em 1945 com Getúlio Vargas, quando os generais responsáveis por sua deposição  permitiram que permanecesse em sua cidade natal.  

O já ex-presidente é informado de que se não seguir para o exílio será preso, processado e submetido a constrangimentos diversos. Saiu.  Só voltou  morto para ser  enterrado ao lado de Getúlio Vargas,   anos  depois.  Vale registrar que João Goulart  e Leonel Brizola, refugiados  no mesmo pequeno país, nunca   se viram, jamais conversaram, apesar de o ex-governador ser casado com a irmã do ex-presidente...

Comédia ou tragédia, a peça estava apenas no primeiro ato.   O general Costa e Silva reúne-se com a cúpula da Marinha e da Aeronáutica e decidem,  a 2 de abril, formar o Comando Supremo da Revolução. Além dele, o almirante Augusto Rademaker e o brigadeiro Francisco de Assis Correia de Mello. Não contestam diretamente, mas demonstram onde está o poder, certamente não  com Ranieri Mazzilli, em Brasília. O presidente interino da República,   por via das dúvidas,  nomeia os três militares seus ministros. Mas não  manda nada.

Logo a Junta Militar, instalada no Rio,   divulga a lista do cem brasileiros mais procurados pela revolução: João Goulart, Leonel Brizola, Luis Carlos Prestes, Francisco Julião, Darcy Ribeiro, Raul Riff e mais uma penca de  ditos subversivos. Começam as cassações de mandatos e suspensões de direitos políticos. Desta vez, dizem eles, o poder não será devolvido aos civis.

Coincidência ou não, os militares  vão buscar o jurista Francisco Campos, velhinho, autor da Constituição fascista de 1937, para fantasiar o golpe.  A necessidade de legalizar o ilegalizável será uma constante nos próximos 21 anos. Um texto primoroso, apesar de  maléfico, é editado logo a seguir: “a revolução se legitima por si mesma, é a fonte do poder constituinte, encarna os anseios da nação, sendo ela que legitima o Congresso, jamais o contrário”.

Uma  página ainda a acrescentar  naqueles dias tão bicudos quanto previsíveis: vai reagir o grupo intelectualizado dos golpistas, a “Sorbonne”, surpreendidos com a rapidez com que Costa e Silva tomou o poder.

Através da mídia e da influência junto à maioria da opinião castrense, Castelo Branco, Cordeiro de Farias, Juarez Távora, Eduardo Gomes,  Jurandir Mamede, Ernesto Geisel, Golbery do Couto e Silva e outros  buscam dar a volta por cima e conseguem.

Sob a  alegação de que se tudo continuasse como estava, seríamos  a mais execrável ditadura do  planeta, conseguem  impor a prevalência da Constituição, naquilo que não contrariava  seus  interesses.  Apresentam a candidatura do general Castelo Branco, já feito marechal, à presidência da República, que o Congresso engole.  Depois, foi o que se viu: 21 anos de ditadura.

Faltou um detalhe que poderia  não ter sido detalhe, mas o principal. Ainda com Jango em território nacional, o presidente Lyndon Jonhson, dos Estados Unidos, reconhece o novo governo brasileiro.

Ao mesmo tempo, autoriza a “Operação Brother Sam”. Uma esquadra deixa o Caribe com um porta-aviões, diversos navios de apoio, dois petroleiros e um submarino, além de “marines”, para o caso de o Brasil entrar em guerra civil. Imagine-se de que lado ficariam nossos irmãos do Norte...

C.Chagas

Fiscais ligam Lojas Pernambucanas a trabalho degradante !!!


Quem passa defronte das vitrines das Lojas Pernambucanas não supõe. Mas, além de peças de roupa expostas com apuro, há ali uma ilegalidade. Dona da terceira maior rede varejista de vestuário do país, a empresa foi multada pelo Ministério do Trabalho, na semana passada, em R$ 2,2 milhões. Por quê?
Verificou-se que as Pernambucanas –faturamento anual de cerca de R$ 4 bilhões— carrega em sua cadeia produtiva um acinte.  Parte das peças que comercializa era costurada num imóvel residencial assentado em São Paulo. Debruçados sobre as máquinas, 16 trabalhadores bolivianos, sob regime de trabalho degradante, análogo à escravidão, produziam casacos Argonaut, uma marca criada pelas Pernambucanas para o público jovem.
Deve-se a revelação à repórter Ana Aranha, que acompanhou batida de auditores do Ministério do Trabalho à residência que alojava a senzala da moda. Ela acomodou em notícia veiculada neste final um resumo do que foi constatato. Testemunhou coisas que não ornam com os mostruários de shopping.
Os neoesravos bolivianos recebiam R$ 20 centavos por peça costurada. Havia entre eles dois menores de idade. Submetiam-se a uma jornada de trabalho que ia das 8h às 22h. Três filhos de operárias transitavam por entre as máquinas. Os fiscais encontraram etiquetas das Pernambucanas grudadas nos casacos. Ao redor, uma atmosfera mortificadora.
A “fábrica” funcionava em dois cômodos da casa, cada um com 6m². A ausência de janelas tornava o ar quente. Fios elétricos pendiam do teto. No chão, sacos de roupa misturavam-se a sacos de batatas.
Ao final da inspeção, os fiscais colecionaram 41 infrações às leis que asseguram no Brasil ambiente de trabalho salubre e seguro. Verificaram, de resto, que os bolivianos eram mantidos sob o regime de servidão por dívida.
Vieram da cidade de El Paso, na região metropolitana de La Paz. Chegaram a São Paulo devendo o valor das passagens. Coisa de R$ 300 por cabeça. No final do mês, além de frações da viagem, descontavam-se dos salários despesas diversas –comida, fraudas, cartões telefônicos...
Num caso, o vencimento de R$ 800 foi reduzido a R$ 176. Para fugir do fim do mês no vermelho, os trabalhadores viam-se compelidos a esticar a jornada. Terminado o expediente, tinham à disposição um único banheiro. O chuveiro, com o fio desligado, provia banho frio. Para dormir, quartos apertados. Em vez de camas, colchões espalhados pelo chão.
Confrontada com o inacreditável, a rede varejista expediu uma nota. Lê-se no texto: “A Pernambucanas não produz, ela compra produtos no mercado e os revende no varejo”.
De fato, a contratação dos bolivianos deu-se de forma indireta. Trabalhavam para a confecção Dorbyn, que atende a encomendas das Pernambucanas. Ouvido, um dos diretores da da Dorbyn, Fábio Khouri, alegou desconhecer as condições da “oficina”. Curioso, já que gerente da firma visita a casa a cada 15 dias.
Durante a fiscalização, os auditores do trabalho acessaram e-mails de funcionários das Pernambucanas. As mensagens revelam que a rede de roupas define cada detalhe das encomendas que terceiriza: modelo, tamanhos, quantidades, prazos e preços das peças.
Como conseqüência da inspeção, além da multa milionária imposta às Pernamucanas, os 16 bolivianos tiveram reconhecidos os seus direitos. Receberam carteiras de trabalho e as verbas rescisórias –entre R$ 1.000 e R$ 5 mil, dependendo do tempo de cada um na senzala.
Os cálculos foram feitos por contadores a serviço das Pernambucanas. A Dorbyn incumbiu-se dos pagamentos. O aperto às Pernambucanas é parte de uma estratégia inaugurada em agosto de 2010 por auditores do Programa de Erradicação do Trabalho Escravo Urbano.
O nome do programa como que reconhece uma realidade que transporta o Brasil para uma Era pré-revolução industrial. Estima-se que, só em São Paulo, há cerca de 8 mil neosenzalas como a que foi desmontada. Além de bolivianos, exploram sobretudo mão-de-obra paraguaia.
“Só as empresas que alimentam a cadeia podem mudar essa lógica”, diz Giuliana Cassiano, coordenadora do programa do Ministério do Trabalho.

sábado, 2 de abril de 2011

Considerações atuais sobre gravidez na adolescência !!!

A festejada Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, RBMFC, filiada à Associação Brasileira de Editores Científicos, ABEC, publicou recentemente, esta belíssima análise do momento atual da sociedade organizada, onde a evolução dos costumes, quase que incentiva a gravidez de adolescentes, forçando consequente modificações nas políticas de saúde públicas relacionadas e ensejando a formulação de novas e adequadas metodologias de acompanhamento social destes eventos!

Um resumo do trabalho:

"A gravidez na adolescência vem adquirindo proporções significativas. Estima-se que de 20 a 25% do total de gestantes no Brasil sejam adolescentes, ou seja, em média, há uma adolescente entre cada cinco mulheres grávidas.

O presente trabalho buscou, por meio de uma análise da literatura atual, levantar os principais aspectos que envolvem a gravidez na adolescência, bem como suas consequências na vida da adolescente, de seu filho e no meio social em que vive.

Foi possível concluir que a atuação dos profissionais de saúde, pais e educadores mostra-se fundamental na construção do conhecimento sobre sexualidade dos adolescentes.

A aplicação desse conhecimento é uma forma de prevenir a gravidez na adolescência, evitando que o futuro da adolescente e do seu filho seja comprometido".



Trabalho desenvolvido pelas graduandas do 6º ano do Curso de Medicina do Centro Universitário Barão de Mauá, de Ribeirão Preto, SP, Camila Cristina Manfré e Sara Gomes de Queiróz, além do Docente da disciplina de Tocoginecologia do Curso de Medicina do Centro Universitário Barão de Mauá – Ribeirão Preto (SP), Ângelo do Carmo Silva Matthes.

Programação de aniversário: Caçapava 156 anos !!!

Médicos vão paralizar os convênios !!!

No próximo dia 7 de abril, os médicos de todo o país, farão uma paralização no atendimento dos convênios de saúde, visando mostrar indignação pela baixa remuneração recebida por seus serviços.

Para se ter uma idéia, ginecologistas e obstetras de São Paulo, recebem apenas R$ 200,00 por parto, o que, em tese, não cobra nem os materiais utilizados!

Unidos, médicos de todo o país forçam uma negociação com os planos de saúde, visando melhorar esta remuneração, sobrando entretanto, para os pacientes, usuários, que pagam quantias absurdas, por planos cada vez piores, e com limitações de tratamento, que colocam os médicos em situação de risco ético!

O ato está sendo organizado pelas três entidades nacionais que representam a categoria: a Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), garantindo que, de acôrdo com o Código de Ética Médica, nenhum paciente pode deixar de ser atendido em caso de emergência!

Estima-se que um total de 160 mil médicos de todo o país, participarão dos protestos.

Jardim suspenso de Caçapava !!!

Av Francisca Sales Damasco, á 100 m da Quadra de Esportes do Jardim São José.
Nosso amigo leitor C.Monteiro, mandou-nos esta foto do Jardim Suspenso de Caçapava!
Bastante original, não é? Precisa saber se é seguro!

ó quem fala... !!!

A pedante e arrogante senadora petista Marta Suplicy anda tomando uns contragolpes na blogosfera, depois que resolveu se meter no imbróglio do deputado Jair Bolsonaro, pedindo-lhe a cassação.

Botou de novo em pauta sua insinuação, na campanha eleitoral que perdeu em São Paulo, sobre o prefeito Gilberto Kassab ser homossexual – perguntou se ele era casado, se tinha filhos...

Outro petista que vem lembrado pelas beiradas do episódio Bolsonaro/Preta Gil é o molusco (só fala merda!), que em visita a Pelotas, no Rio Grande do Sul, disse que a cidade era exportadora de viados.

A peça continua no YouTube, com aumento de audiência!

Mensalão está cada vez mais comprovado !!!

O molusco falou que agora que não é mais presidente vai mostrar que o Mensalão não existiu. Vai ficar mais difícil, porque a Polícia Federal apresentou nova investigação, complementar, pedida pelo ministro do Supremo Joaquim Barbosa – que não é lá de atacar o lulopetismo.

Mas boiaram na lagoa ligações de fatos que comprometem o petezéu e trazem à arena do imbróglio alguns novos nomes no mais denso escândalo petista, como o do Luiz Pimentel, amigão da Dilma do tempo do terrorismo, e hoje ministro.

A Polícia Federal repassa, como não podia deixar de ser, as maracutaias do careca Marcos Valério e também do banqueiro Daniel Dantas, este confirmando encontro e acertos de dinheiro com o camarada José Dirceu e a alta burguesia petista. Traz de volta ao cenário também um lendário elemento da pajelança da família molusco da Silva, o Freud Godoy, mais conhecido como Freudo (foto), ganhando um outro chequinho, de 95 mil reais, da agência de propaganda do Marcos Valério.

Meio com cara de tiro que saiu pela culatra, o novo inquérito da Polícia Federal encaminhado ao procurador-geral será oferecido em denúncia ao Supremo Tribunal Federal.

A coisa, que tem como réus da primeira fase os famosos 40 quadrilheiros, tramita a passos de tartaruga na justiça, já se antevendo, como publicado aqui, a possibilidade da metade dos quadrilheiros ser absolvida do crime de formação de quadrilha, porque prescreve em agosto.

De resto, serve para ver se o molusco tem mesmo tutano para “provar” que o mensalão não aconteceu, envolvendo toda a sua turma – ou quadrilha como sugerem os autos da devassa.

Veja aqui, tudo sobre o mensalão !!!

Tiradentes !!!


Minescrito
                                                                              Dalva d´Ávila e Aucélia Barbosa Rosa

A revolução de primeiro de abril !!!

Na tarde do dia 31, sob o comando do general Cunha Mello,  deixam a Vila Militar, no Rio, contingentes do Regimento Escola  de Infantaria e do Regimento Sampaio,  acrescidos de um batalhão de artilharia. São  forças  muito superiores às que o general Mourão Filho deslocara de Juiz de Fora e que,  naquele momento,  chegavam à divisa entre Minas e o Estado do Rio.  Às margens do rio Paraibuna, fizeram a tradicional parada para reajustamento do dispositivo. Do outro lado  posiciona-se a tropa legalista. Dá para se verem os  oficiais de lá e de cá. Fixam-se ninhos de metralhadora, vai acontecer batalha de graves consequências.

Acontece que pela manha, bem cedo, já com seus tanques na estrada de Juiz de Fora para o Rio, o general Mourão Filho telefonara ao general Castelo Branco,  anunciando a rebelião. São coisas das revoluções brasileiras, durante as quais todos os telefones funcionam. O então chefe do Estado Maior do Exército tomou um susto. Afinal,  o golpe estava previsto para dali a alguns dias, até que os últimos contatos fossem feitos  com generais e governadores  de diversas regiões do país. Castelo mandou Mourão recuar, refluir e explicar que tudo não passava de um  exercício para   treinamento de tropa.   Mourão dera à aventura o nome de “Operação Popeye”. Rejeitou com veemência a proposta,  dizendo que saíra para vencer ou morrer.

Diante do fato consumado, Castelo fardou-se e,  antes de rumar para o ministério da Guerra,  ligou para o general Antônio Carlos Muricy, comprometido com a conspiração. Pediu-lhe para reunir alguns coronéis e seguir até a estrada de Juiz de Fora, a fim de assumir a chamada “ponta” das tropas revoltadas. Uma forma de controlar Mourão Filho. Entre os oficiais que Muricy conseguiu reunir num carro de passeio, sem características militares, estava o tenente- coronel Walter Pires. Fizeram contato com os mineiros antes que o general Cunha Mello deixasse os  quartéis da Vila Militar.

Já era noite de 31 de março  quando o marechal Odílio Denis, dando apoio no local  ao general Mourão Filho, fica sabendo que à frente dos contingentes legalistas, do outro lado do  rio Paraibuna,  está o coronel José Raimundo, que havia sido seu ajudante-secretário, quando ministro da Guerra. Pede que o genro, major Gustavo, à  paisana,  atravesse a ponte  no seu carro particular, procure o coronel  e faça com que se dirija ao telefone de uma padaria, do lado adversário.  Ele mesmo, marechal Denis, vai para o telefone de um açougue, do lado revoltoso. O transito também funciona normalmente em nossas revoluções.  O diálogo é singular: “Raimundo, você está contra mim?” “Nunca, marechal! Não sabia que o senhor estava aí. Estou com o senhor!”

Não foi apenas por isso que desmanchou-se o esquema armado para defender a legalidade. Boa parte dos seus  oficiais rejeitava  João Goulart. Até o I Batalhão de Caçadores, sediado ali perto, em Petrópolis, havia-se revoltado.  Uma constrangedora conversa entre os generais Cunha Mello e Antônio Carlos Muricy selou o resultado da batalha que não houve. Deu-se prazo de duas horas para que os já então ex-governistas retornassem a seus quartéis, na Vila Militar, seguindo-se depois os revoltosos, já então num festivo desfile,  felizmente sem tiros nem sangue.

Em São Paulo, ainda na manhã do dia 31, o comandante do II Exército, Amaury Kruel, recebe telefonema de seu compadre,  João Goulart.  O presidente  quer saber se pode contar com ele. Pressionado por outros generais e coronéis, Kruel hesita. Diz que se Jango mandar prender os principais lideres sindicais, livrando-se dos comunistas dispostos em seu governo, ele o apoiaria.  A proposta é indigna, recusada com um “passe bem”.  Estava selada a sorte do governo, pois antes mesmo de Kruel dar a ordem, regimentos do II Exército já se lançavam na via Dutra, no rumo do Rio de Janeiro. A conspiração estava tão bem organizada que três dos principais restaurantes de luxo de São Paulo  vão se encarregar de enviar almoço e jantar para os soldados em marcha.

No Rio,   encontram-se os generais Castelo Branco e Costa e Silva. O ministério da Guerra  esta acéfalo, respondendo pelo expediente o general  Moraes Âncora, cercado de oficiais legalistas, coisa que não acontece nos andares dos gabinetes dos dois conspiradores.  As escadas estão bloqueadas, os elevadores não funcionam.  Pode haver tiroteio.  Alunos da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, sediado na Urca e comandando pelo general Jurandir  Mamede são mandados para o ministério, fazendo a  segurança de Castelo. Mesmo assim, ele e Costa e Silva decidem refugiar-se em “aparelhos” já antes definidos, na Zona Sul da cidade.  No fim do dia 31, chegam ao ponto de onde não há retorno.

Jango sente fugir-lhe o tapete dos pés. Naquele longo primeiro dia de abril,  malogra a  tentativa de formar uma cadeia da legalidade, no Laranjeiras, pois apenas a Rádio Mayrink Veiga e a Rádio Nacional  transmitem apelos de resistência. O ministro da Justiça, Abelardo Jurema, é o principal orador, mas à medida em que a tarde chega, vão sumindo da sede carioca do governo ministros e auxiliares.  O presidente abandona o palácio,  vai para o aeroporto Santos Dumont, embarcando para Brasília, onde imagina resistir.

O Globo e o Jornal do Brasil são invadidos por pelotões dos Fuzileiros Navais, aparentemente leais ao governo, comandados pelo almirante Aragão, que proíbe-os de circular no dia seguinte, 2 de abril. Deixa pequena guarnição em suas oficinas.

Na Escola de Comando e Estado Maior do Exército, inteiramente revoltada, majores e coronéis organizam-se para participar do movimento. São informados de que o Forte Copacabana se revoltara, mas a sede da Artilharia de Costa, ao lado, permanece com o governo. Assim, o coronel Montagna, um de seus instrutores, reúne um grupo de alunos que, em automóveis particulares, tomam o rumo da avenida Francisco Otaviano, estacionando ao largo. Antes, avisaram o jornalista Flávio Cavalcanti, da TV-Rio, exatamente defronte ao quartel  a ser atacado. Naqueles idos as câmeras eram verdadeiros dinossauros, funcionando até com rodinhas. A solução foi abrir um buraco na parede, e a invasão vai para o ar, ao vivo, numa transmissão que reflete a tendência da maioria dos meios de comunicação. Foi meio frustrante toda a operação, pois quem  sofreu foi  apenas o sentinela,  esbofeteado pelo coronel Montagna. Lá dentro, um sargento é baleado, mas o general comandante encontrava-se no ministério da Guerra. A Artilharia de Costa vira revolucionária.

Ao mesmo tempo, no palácio Laranjeiras, já sem o presidente João Goulart, a tropa da Polícia do Exército encarregada de protegê-lo abandona os postos. Ficaram apenas dois tanques,  cujas guarnições comandadas por um tenente  resolvem aderir ao movimento rebelde, numa ação destinada a produzir muitas  fotografias e grande publicidade. Os carros de combate saem vagarosamente do Parque Guinle,  dirigindo-se ao palácio Guanabara, poucos quarteirões adiante, onde o governador Carlos Lacerda permanecia encastelado e protegido por caminhões da limpeza urbana. Antes, pedira ajuda ao general Castelo Branco, pelo telefone. Ouviu que  não poderia receber  um único pelotão do Exército, já que ninguém controlava nada e tudo era confusão. Muitos civis, lacerdistas, formavam barreira junto à  sede do governo carioca, alguns armados de revolveres. Lacerda trocara o terno por um blusão de couro, com uma metralhadora INA trespassada no peito. Mas estavam todos desprotegidos. A  Polícia Militar da Guanabara não dispunha de armamento pesado.

Ao avistar os dois tanques  se aproximando, na ponta da Avenida Farani, todos  se apavoraram. Primeiro, temiam uma invasão dos Fuzileiros Navais,  do almirante Aragão. Agora,  julgam-se atacados pelo Exército. Pânico e exortações patrióticas do tipo “resistir ou morrer” serão  superados quando  entram   em ação  dois oficiais à paisana, filhos do falecido general Alcides Etchegoien. Estavam lá para apoiar Lacerda e decidem apropriar-se da adesão.  Sobem nos tanques, são informados e vão informando tratar-se de um ato de solidariedade ao governador.  Terminam aclamados pela multidão.  Durante semanas os jornais noticiarão sua “heróica intervenção”, mas os tanques já haviam se passado para o lado deles. (Continua amanhã).

Por C.Chagas

Dilma vira piada de português na TV !!!

    A "pegadinha" foi proporcionada pelo jornalista Miguel de Sousa Tavares, da rede portuguesa SIC, dia 29 (terça) e virou piada na internet. Mais de um milhão de portugueses viram a entrevista, gravada no palácio do Planalto, em Brasília, na quinta (24). O que os gajos, que contam com nossa ajuda para sair do buraco financeiro, devem estar pensando de nós?

    Aliás, só para se ter uma idéia, esta pegadinha, já está inclusa no preço pago pelo governo brasileiro, para o molusco receber o título de doutor da portuguezada!

    Mais um vexame internacional para o Brasil! Depois de ter pago uma fortuna para o "astronauta" Marcos Pontes, viajar sentado quietinho, sem mexer em nada, a bordo da nave russa, não é?